Galeria Municipal Jovem 2026
Nature Doesn't Draw Straight Lines
ARTISTAS Antonia Ablass, Joana Alarcão e Zixiang Zhang
17 de janeiro a 14 de março de 2026
que acontece no espaço entre a intenção e o crescimento? Entre a mão do artista e o alcance do micélio? Entre os nossos movimentos diários e a acumulação silenciosa de ruturas ecológicas?
Nature Doesn’t Draw Straight Lines reúne três artistas: Zixiang Zhang, Antonia Ablass e Joana Alarcão, cujas práticas existem em negociação ativa com sistemas vivos — plantas, algas, micélio e os ambientes que habitam. Esta não é arte sobre a natureza, mas arte com a natureza: uma prática de colaboração, paciência e rendição.
No nosso mundo contemporâneo acelerado, muitas vezes perdemos as mudanças e movimentos silenciosos do mundo natural que nos rodeia — o micélio reconfigura-se em torno de obstáculos, as algas florescem em águas aquecidas e as árvores adaptam-se a edifícios e betão. Nas suas práticas artísticas, estas artistas criam um diálogo de interligação que traz à superfície estas ruturas silenciosas e nos mostra que, quando abrandamos o suficiente, testemunhamos a ação de outros seres vivos.
Breve passagem por um inventário infinito
ARTISTAS Jaime González Palencia, Madalena Bettencourt, Maria Madalena e Sofia Seidi
28 março a 23 maio de 2026
Nesta exposição apresentamos uma reflexão sobre o lugar das imagens que habitam em nós. Imagens que não são apenas aquilo que vemos, mas também aquilo que lembramos, sonhamos ou herdamos. Fragmentos que se acumulam como um inventário infinito, feito de memórias, ficções, arquivos pessoais e coletivos.
Vivemos o tempo do estímulo visual, demarcado pela incessante circulação de imagens, que atravessam ecrãs, espaços, plataformas e discursos. Marc Augé propõe em Não-Lugares, a ideia de que habitamos espaços de passagem onde tudo transita e pouco permanece. Também as imagens parecem ter adquirido esta condição transitória: estão em todo o lado e, simultaneamente, parecem não pertencer a lugar algum. Surgem, consome-se e dissolve-se, mas se não têm lugar fixo no mundo, talvez as encontremos, fugazmente, em nós.
Onde estamos quando vemos? Num território interior feito de memórias e projeções? Ou neste entre lugar onde as imagens deixam de ser apenas objeto para se tornarem experiência? Talvez este inventário não seja infinito pela quantidade de imagens que reúne, mas pela forma como continua a expandir-se dentro de cada um de nós.
A Luz que Desperta o Olhar
ARTISTAS Daniela Pinheiro, Inês Amorim, Juliana Julieta e Mariana Esteves Pereira
6 de junho a 1 de agosto de 2026
Desde que olhamos o mundo, que procuramos traduzir o que sentimos através da cor, narrando a história que nos ecoa. A camada pictórica torna visível o tempo da perceção e pintar torna-se, assim, uma forma de habitar o mundo e, simultaneamente, de o transformar, alterando o modo como a ele regressamos.
Esta exposição apresenta-se como um momento de reconhecimento da cor e do significado que imprime em nós. Antes de a racionalizarmos, sentimo-la: traduzimo-la em emoções, vivemos a experiência dos sentidos e, só depois, questionamos o seu impacto. A cor afirma-se como mais do que um elemento formal ou um atributo da pintura, é uma condição da experiência.