Galeria Municipal Jovem 2024
Ethernal Gardens
ARTISTAS Aheneah (Ana Martins), João Varela e Maria Martins
27 de janeiro a 23 de março de 2024
Ethereal Garden foi uma exposição colaborativa de Aheneah, Maria Brito e ZIKI. Inspirada na beleza enigmática da natureza, a exposição refletiu a vida das flores e dos corais, a estrutura das rochas e dos cristais, bem como a beleza da luz solar e dos seus reflexos. Contudo, a sua intenção não se limitou a retratar o visível, procurando também evocar sensações e memórias intangíveis.
O contraste entre a suavidade e a leveza das obras de Aheneah e as composições tácteis e vibrantes de ZIKI estabeleceu um diálogo visual sobre as múltiplas facetas da expressão da natureza, inserido num habitat etéreo concebido por Maria Brito.
Através da Forma
ARTISTAS estudantes de Artes Visuais em escolas do Concelho (Secundária Gago Coutinho, Secundária do Forte da Casa e EB Secundária Prof. Reynaldo dos Santos), integrados na residência artística MEET’ARTE
ORIENTAÇÃO Mariana Duarte Santos
10 de abril a 1 de junho de 2024
A exposição Através da Forma vai exibir diferentes exercícios de gravura, resultantes da residência artística MEET’Arte, que teve lugar na Quinta Municipal de Subserra.
Sob orientação da artista visual e muralista Mariana Duarte Santos, os residentes irão explorar o tema “Transformação”, no qual serão guiados pelo mundo da linogravura, explorando uma técnica que remete aos
primórdios da impressão. Nos exercícios a propor, o desenho vai se transformando após cada impressão, carimbando no papel a marca individual e coletiva do espírito criativo que há em cada participante. Uma escavação pelo linóleo e pelo interior, a tinta preta vai tingir a transformação que une os jovens neste momento de partilha e mutação.
Novas Imagens do Passado
ARTISTAS Joana Duarte e Tiago Ramos
15 de junho a 10 de agosto de 2024
Novas Imagens do Passado foi uma exposição que nasceu do diálogo entre a imagem e a palavra, projetando as narrativas que surgiram em torno dos álbuns de família e da memória individual.
Quando existiu um vazio nas memórias de infância e nos episódios que as marcaram, recorreu-se aos arquivos pessoais, frequentemente moldados pelas histórias que as famílias contaram sobre si mesmas, para construir a identidade do sujeito que os contemplou.
Este projeto integrou uma instalação de fotografias e objetos, desconstruídos do seu recetáculo original, propondo uma revisitação ao passado que questionou o poder simbólico das imagens que compuseram a história familiar.
Querida Catarina/Mariana
ARTISTAS Catarina Gentil e Mariana Tavares Carvalho
31 de agosto a 26 de outubro de 2024
Querida Catarina/Mariana nasceu de um convite dirigido a duas artistas que partilharam uma linguagem artística próxima e que foram desafiadas a conceber uma exposição para o mesmo espaço expositivo.
A distância geográfica que, naquele momento, as separou serviu de mote para iniciarem um processo de reflexão conjunta, procurando encontrar um equilíbrio entre a partilha e o lugar onde cada uma se encontrava. Desta relação surgiu uma questão central: como poderia uma relação entre duas pessoas, por si só um tema abstrato, materializar-se num objeto?
Ao longo do processo, as artistas trocaram correspondência sob a forma de cartas, procurando construir a sua relação através deste meio de comunicação. Numa folha em branco compuseram a sua essência, legível nas respetivas caligrafias, na escolha dos materiais de escrita, das cores, das texturas e na intenção do traço.
A Galeria Municipal Jovem reuniu, nesta exposição, obras que as artistas criaram antes e depois de se conhecerem. O percurso expositivo culminou numa obra coletiva, resultado das cartas que foram arquivando ao longo dos meses que antecederam a exposição.
Sopa Primordial
ARTISTAS Francisco Lourenço e Tiago Rocha Costa
9 de novembro de 2024 a 4 de janeiro de 2025
Esta exposição revisitou a teoria científica da “Sopa Primordial”, que propõe que a vida na Terra tenha surgido através de um caldo pré-biótico onde estariam concentrados os seus ingredientes fundamentais. Devido à impossibilidade deste acontecimento ter sido testemunhado, as imagens que a ciência nos oferece são apenas prováveis, encontram-se envoltas em incertezas e estereótipos que nos remetem para o imaginário das rochas, das crateras e dos vulcões fumegantes, mas também dos pântanos, dos vapores e dos mares desabitados – cenários especulativos em que a violência da natureza terá sido interrompida por um misterioso despertar.
Este imaginário primordial foi, entretanto, apropriado e transformado pela cultura popular em mercadorias de vários géneros que, sob uma aparência didática, procuram demonstrar como eram estes ambientes e as criaturas que neles habitaram. É neste contexto que aparecem os kits de criação de artémias e triops – pequenos crustáceos vendidos como “fósseis vivos” – que incluem geralmente um pequeno “aquário vulcânico”, uma colher e uma saqueta de ovos que eclodem em contacto com a água. No fundo, um jogo/brinquedo em que a complexidade da natureza é destilada numa receita culinária que qualquer um pode replicar com utensílios semelhantes aos de uma cozinha.
É a partir deste cruzamento de referências com os campos do vídeo e da colagem, mas também da escultura, da pintura e da instalação, que a exposição nos desafia a pensar este imaginário mítico-aquático a partir da nossa condição presente, perfazendo uma nova leitura das tentativas de circunscrever a uma resposta simples (ou pré-preparada) os insondáveis processos que levaram ao aparecimento de organismos nas águas primordiais.